Brasília
- A decisão do Federal Reserve (Fed), o banco central
norte-americano, de criar uma linha de troca de dólares
por reais (swap) é uma demonstração de confiança
dos Estados Unidos no Brasil. A avaliação foi feita hoje
(30) pelo secretário adjunto para Assuntos do Hemisfério
Ocidental do Departamento de Estado norte-americano,
Thomas Shannon. Anunciada ontem (29) pelo Banco Central
brasileiro, a medida incluiu México, Cingapura e Coréia.
“Foi
uma medida histórica do Federal Reserve e sublinha a
importância do Brasil como parceiro econômico e nossa
confiança no Brasil como um parceiro financeiro”,
afirmou Shannon, em entrevista coletiva de imprensa no
Itamaraty.
Shannen
frisou, ainda, a necessidade de cooperação e intercâmbio
comercial entre os países e para enfrentar a crise
financeira internacional. Segundo ele, a reunião
convocada por George W. Bush para o dia 15 de novembro com
as maiores economias desenvolvidas e emergentes do mundo
é uma prova da disposição norte-americana de trabalhar
em parceria.
“Mesmo
no meio dessa crise financeira, entendemos que temos que
manter nossas economias abertas, temos que resistir ao
protecionismo, temos que resistir a nos fecharmos para o
mundo. Ao contrário, a solução do problema exige políticas
fiscais, cooperação entre parceiros e a manutenção de
mercados abertos para que o comércio continue nos levando
ao crescimento econômico”, argumentou.
O secretário
adjunto para Assuntos Econômicos, de Energia e
Empresariais do Departamento de Estado dos Estados Unidos,
Daniel S. Sullivan, também ressaltou a necessidade de se
evitar a tendência de proteção excessiva dos mercados.
“É muito, muito importante que os países não reajam
se voltando para dentro e levantando barreiras
protecionistas”, afirmou.
“A
cooperação internacional é, em verdade, o único
caminho para enfrentarmos estes desafios de uma forma
abrangente. Penso que a crise financeira mostrou a importância
do aprofundamento da cooperação internacional”.
Os dois
representantes do governo americano participaram, em Brasília,
da terceira reunião do Diálogo de Parceria Econômica
Ministério das Relações Exteriores-Departamento de
Estado, iniciado em março de 2007, a partir da visita do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos.