Dourados (MS) - Os estudantes
do centro acadêmico do curso de medicina da Universidade
Federal da Grande Dourados (UFGD) reuniram-se hoje (18)
com o secretário-adjunto da Secretaria Municipal de
Saúde, Dilson Deguti Vieira, e o questionaram sobre os
índice de mortalidade do Hospital de Urgência e Trauma
(HUT) e sobre a terceirização da instituição.
Os alunos discordam do alto número de mortos registrado
pelo hospital no ano passado e também do convênio no
qual a prefeitura pretende repassar a administração do
HUT para o Hospital Evangélico.
Em entrevista à Agência Brasil logo após a reunião com
Deguti, Messias Villa Mendonça, membro do centro
acadêmico, afirmou que o sistema de contabilidade de
óbitos do governo federal, o DataSUS, mostra um número
de mortes muito menor do que o citado pelo presidente do
Conselho Municipal de Saúde, Wilson Cezar Medeiros
Alves. Alves disse que 412 pacientes do HUT morreram em
2008, enquanto constam no DataSUS somente 26 mortes.
“Tudo bem que o DataSUS só têm dados até novembro, mas é
muita diferença, não?”, indagou o estudante e membro do
centro acadêmico (CA). “Não digo que os dados do
Conselho estejam errados, mas nós temos que questionar e
saber a verdade”, disse.
Mendonça também afirmou ser discutível o repasse da
administração do HUT e também do Hospital da Mulher para
o Hospital Evangélico. Segundo ele, Dourados tem um
Hospital Universitário (HU) público pronto para atender
parte da demanda municipal, e não seria correto delegar
a uma instituição privada toda a administração dos dois
hospitais municipais da cidade.
O secretário-adjunto Dilson Deguti Vieira afirmou hoje
que os questionamentos dos estudantes não têm
fundamento. Sobre os números do DataSUS, ele disse que o
sistema demora até dois anos para contabilizar todos os
óbitos - período confirmado na tarde de hoje pela
assessoria de imprensa do Ministério da Saúde. Já sobre
as supostas motivações políticas, Vieira as descartou e
afirmou que o HU não tem, neste momento, condições de
prestar o mesmo atendimento que o Hospital Evangélico.
Também hoje, o vice-reitor da UFGD e diretor-geral do
HU, Wedson Desidério Fernandes, disse que a universidade
tem o interesse de atender parte da demanda do HUT e do
Hospital da Mulher, porém admitiu que a instituição
universitária tem limitações.
Fonte : Agencia Brasil
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